- Filho, coma deste pão de forma porque ele vai vencer semana que vem!
- Sem titubear eu respondi:
- Deixa o pão de forma vencer, deixa ele experimentar os louros da fama, deixa ele conhecer a glória da vitória, deixa ele experimentar esta sensação!
- Fui falando e caminhando em direção a cozinha onde eu comeria algo, quando lá cheguei, fui surpreendido, uma voz doce, cheia de sentimentos que entoava uma canção.
- Eu que já não quero mais ser um vencedor,
Levo a vida devagar pra não faltar amor!
- Quando olhei era ele, o PÃO DE FORMA, cantava e olhava para mim com quem dizia "Me coma"
Eu olhei nos seus olhinhos cheios de lágrimas e disse.
- Não desista!
- Mas ele estava decidido, cantava e apontava para as fatias de presunto e muçarela numa vasilha adiante.
- Eu que já não sou assim
Muito de ganhar
Junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz.
- Como é triste perder um amigo assim, mas bem que ele estava gostoso e esta é a ultima impressão que ficou ao seu respeito, ele não se jogou de um prédio, ele não se enforcou, ele não foi um simples covarde, ele se foi fazendo o que todos esperavam dele, ele não faltou a sua responsabilidade mas, mesmo assim ele desistiu!
Não desista, não seja um pão de forma!
Que proveito há no meu sangue, quando desço à cova? Porventura te louvará o pó? Anunciará ele a tua verdade?
Ouve, SENHOR, e tem piedade de mim, SENHOR; sê o meu auxílio.
Tornaste o meu pranto em folguedo; desataste o meu pano de saco, e me cingiste de alegria, .
Salmos 30. 9 a 11


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